O Mangá de terror de Shintaro Kago vence Eisner Award

O mangá voltou a marcar presença entre os grandes vencedores dos Will Eisner Comic Industry Awards, entregues na noite de sexta-feira durante a San Diego Comic-Con 2026. Entre as categorias com maior destaque para autores japoneses, foi Blood Harvest, uma história curta de Shintaro Kago incluída na antologia Brain Damage, que levou para casa o Eisner de Melhor História Curta.

A obra, traduzida por Zack Davisson, já tinha uma segunda hipótese de vitória nesta categoria: The Curse Room, outra história curta de Kago publicada no mesmo livro, também constava da lista de nomeados. Acabou por ser Blood Harvest a impor-se aos votantes.

Kago não foi o único autor japonês a subir ao pódio dos Eisner este ano. Na categoria de Melhor Edição Norte-Americana de Material Internacional–Ásia, o vencedor foi Purgatory Funeral Cakes, de Sanho, publicado pela Dark Horse Comics e traduzido por Danny Lim. A obra superou uma lista de nomeados que incluía Hirayasumi e Tokyo Alien Bros., ambos de Keigo Shinzō, além de Land, de Kazumi Yamashita, e Yan, do autor Chang Sheng.

Já na categoria de Melhor Projeto de Arquivo/Coleção, o prémio foi para a edição em capa dura da Kodansha USA que reúne os volumes 1 a 5 do clássico Akira, de Katsuhiro Ōtomo, com edição de Haruko Hashimoto, Ajani Oloye e Lauren Scanlan.

Nem todas as candidaturas japonesas tiveram o mesmo desfecho. Kazumi Yamashita esteve também nomeada para Melhor Escritor/Artista pelo primeiro volume de Land, mas o prémio acabou por ir para Jamal Campbell, por Zatanna. O diretor de anime Rintarō viu o seu mangá My Life in 24 Frames per Second nomeado para Melhor Memória Gráfica, categoria que acabou por ser vencida por It Rhymes with Takei, de George Takei, Harmony Becker, Steven Scott e Justin Eisinger. Também na categoria de Melhor Design de Publicação, tanto The Art of Manga como a edição especial de Fruits Basket ficaram pelo caminho, com o prémio a ser atribuído a The Essential Peanuts. Já na categoria de Melhor Banda Desenhada Digital, a obra DeadAss, de hakei, publicada pela Viz Media, não foi além da nomeação, tendo o Eisner sido entregue a Practical Defense Against Piracy, de Tony Cliff.

Fora das categorias competitivas, a noite trouxe ainda reconhecimento a um trabalho académico sobre a própria história do mangá: Manga’s First Century: How Creators and Fans Made Japanese Comics, 1905-1989, de Andrea Horbinski, venceu o Eisner de Melhor Obra Académica/Científica.

Estas vitórias surgem no mesmo dia em que a organização confirmou a entrada de Akira Toriyama no Hall of Fame dos Eisner Awards, ao lado do também mangaká Gō Nagai, cuja indução já tinha sido anunciada em janeiro. O ano passado, o mangá de Taiyo Matsumoto, Tokyo These Days, tinha vencido a categoria Melhor Edição Norte-Americana de Material Internacional–Ásia, e o Hall of Fame de 2025 tinha recebido tanto Shigeru Mizuki como Junji Ito.

Fonte: OtakuPT

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